Cuidado com o mau humor ao telefone (2010-3-11)
Meu nome é Afonso Soares de Melo, e resolvi contar algo que se passou comigo:
Estava sentado no meu escritório quando lembrei de uma chamada
telefônica que tinha que fazer. Encontrei o número e disquei.
Atendeu-me um cara mal humorado dizendo:
- Fale!!!
- Bom dia. Poderia falar com Andréa? O cara do outro lado resmungou algo que não entendi e desligou na minha cara. Não podia acreditar que existia alguém tão grosso. Depois disso, procurei a minha agenda o número correto da Andréa e liguei. O problema era que eu tinha invertido os dois últimos dígitos do seu número.
Depois de falar com a Andréa, observei o número errado ainda notado
sobre a minha mesa. Decidi ligar de novo. Quando a mesma pessoa atendeu, falei:
- Você é um Filho da puta!!!
Desliguei imediatamente e anotei ao lado do número a expressão “Filho da puta” e deixei o papel sobre a minha agenda.
Assim, quando estava nervoso com alguém, ou em um mau momento do Dia, ligava prá ele, e quando atendia, lhe dizia “Você é um Filho da puta” e desligava sem esperar resposta.
Isto me fazia sentir realmente muito melhor.
Ocorre que a Telepar introduziu o novo serviço “bina” de
identificação de chamadas, que me deixou preocupado e triste porque teria que deixar de ligar Para o “Filho da puta”.
Então, tive uma idéia: disquei o seu número de telefone, ouvi a sua
voz dizendo “Alô ” e mudei de identidade:
- Boa tarde, estou ligando da área de vendas da Telepar, para saber
se o senhor conhece o nosso serviço de identificador de chamadas “bina”.
- Não estou interessado! – disse ele, e desligou na minha cara.
O cara era mesmo mal-educado. Rapidamente, disquei novamente:
- Alô?
- É por isso que você é um Filho da puta!!! e desliguei.
Aqui vale até uma sugestão: se existe algo que realmente está lhe
incomodando, você sempre pode fazer alguma coisa para se sentir melhor:
simplesmente disque 0xx41-7643.**** ou o número de algum outro Filho da puta que você conheça, e diga para ele o que ele realmente é.
Acontece que eu fui até o shopping, no centro da cidade, comprar umas camisas. Uma senhora estava demorando muito tempo para tirar o carro de uma vaga no estacionamento. Cheguei a pensar que nunca fosse sair.
Finalmente seu carro começou a mover-se e a sair lentamente do seu espaço.
Dadas às circunstâncias, decidi retroceder meu carro um pouco para
dar à senhora todo o espaço que fosse necessário:”Grande!” pensei,
“finalmente vai embora”.
Imediatamente, apareceu um Vectra preto vindo do outro lado do
estacionamento e entrou de frente na vaga da senhora que eu estava esperando. Comecei a tocar a buzina e a gritar:
- Ei, amigo. Não pode fazer isso! Eu estava aqui primeiro! – O fulano
do Vectra simplesmente desceu do carro, fechou a porta, ativou o alarme e caminhou no sentido do shopping, ignorando a minha presença, como se não estivesse ouvindo. Diante da sua atitude, pensei:
“Esse cara é um grande Filho da puta! Com toda certeza tem uma grande quantidade de Filhos da puta neste mundo!”. Foi aí que percebi que o cara tinha um aviso de “VENDE-SE” no vidro do Vectra. Então, anotei o seu número telefônico e procurei outra vaga para estacionar.
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